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6 mulheres que mudaram a história dos seus países

Essas mulheres dedicaram as suas vidas à prosperidade da suas nações.

Elas combateram nas guerras civis, lutaram pela saúde e emancipação dos oprimidos, e levaram a cultura artística africana a um alto nível.

1. Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida (Angola, 1939-1967)

Languidila é a nossa heroína mwangolé! Foi poetisa, activista dos direitos humanos e militante da linha da frente durante a luta de libertação nacional.

Enquanto ainda estudante, trocou cartas com o reverendo Martin Luther King Jr. (o mesmo cota do discurso “Eu Tenho Um Sonho“). O activista afro-americano inspirou-a a lutar pela liberdade de Angola.

A liderança foi a sua principal característica, apresentou o programa A voz de Angola, na rádio do MPLA, ajudou a fundar a Organização da Mulher Angolana (OMA) e participou dos treinamentos de guerrilha em Cabinda, onde foi seleccionada para integrar o Esquadrão Kamy.

Foi morta em 2 de Março de 1967, depois de ser emboscada numa missão com outras 4 heroínas, Lucrécia Paim, Engrácia dos Santos, Irene Cohen e Teresa Afonso. Após a independência, a data da sua morte passou a ser considerada como o Dia da Mulher angolana.

A Avª Deolinda Rodrigues foi nomeada em sua homenagem.

2. Funmilayo Ransome-Kuti (Nigéria, 1900-1978)

Muito antes do feminismo ser tendência, essa mãe já estava lá! Foi uma das primeiras feministas em África, a primeira mulher a conduzir um carro na Nigéria e fundou a Federação Democrática Internacional da Mulher. Kuti é considerada a decana dos direitos da mulher na Nigéria e conhecida como A Mãe de África.

guardian.ng

A sua luta foi pela emancipação feminina e o envolvimento da mulher na politíca. Queria que, começando com as mulheres do mercado, todas as mamãs africanas fossem alfabetizadas e representadas politicamente.

Foi morta em 13 de Abril de 1978 quando militares nigerianos invadiram a sua vila.

3. Miriam Makeba (África do Sul, 1932-2008)

Mama Afrika, a imperatriz da música africana. Até hoje, Makeba é considerada um dos maiores ícones da musica africana através do mundo e o grande símbolo da luta contra a apartheid.

atlantadailyworld.com

O seu testemunho sobre as condições de vida na sua terra natal, resultante do apartheid, no filme “Come back to Africa” foi a razão da retirada da sua nacionalidade sul-africana. Makeba foi condenada a um exílio que durou 31 anos.

Em 1965, consagrou-se como a primeira mulher negra a ganhar um Grammy Award , com o álbum “Na evening with Harry Belafonte and Myriam Makeba”.

Faleceu na madrugada de 10 de novembro de 2008, não resistindo a um ataque cardíaco sofrido no palco durante uma apresentação em apoio ao cineasta Roberto Saviano.

4. Ernestina “Titina” Silá (Guiné-Bissau, 1943-1970)

Essa é uma das figuras chaves da história da luta de libertação da Guiné-Bissau junto com Amílcar Cabral e Domingos Ramos.

A sua luta era pela libertação colonial da Guiné-Bissau. Para isso, várias vezes interrompeu os seus estudos para servir como formadora de guerrilha e milícias na Guiné-Bissau e Guiné-Conacri.

Foi assassinada 30 de Janeiro de 1973 quando viajava para Guiné-Conacri para assistir o funeral de Amílcar Cabral.

5. Josina Machel (Moçambique, 1945-1971)

Quando ainda jovem, Josina Machel juntou-se à FRELIMO, um dos movimentos que lutou pela independência moçambicana.

Como combatente e activista social, a sua maior preocupação na FRELIMO foi estabelecer a igualdade dos direitos dos homens e das mulheres para um país mais livre e justo.

Em Luanda, o hospital Maria Pia foi renomeado em sua homenagem com o nome Hospital Josina Machel.

6. Leymah Roberta Gbowee (Liberia, 1972-)

A heroína andante ou guerreira da paz, foi premiada com o Nobel da Paz em 2011 por organizar e promover movimentos de paz que deram fim a guerra civil na Libéria.

flickr.com

Com a sua formação de terapeuta, tratou crianças que serviram de soldados durante a guerra. O movimento feminista liderado por Gbowee ficou conhecido mundialmente graças ao seu amplo e original repertório de ação colectiva. As iniciativas iam desde de sit-in, acção em que as mulheres sentam-se diante de agentes repressores ou em lugares públicos estratégicos com todas vestidas de branco, até ações como greve de sexo, em que as mulheres anunciavam se recusar a fazer sexo com seus respectivos companheiros até que a guerra tivesse acabado.

As heroínas das nossas vidas

A mãe África está cheia de mulheres fabulosas. Elas são mães, professoras e amigas. A todas elas, o nosso MUITO OBRIGADO!

Escreve aqui o nome da heroína a quem gostarias de mandar uma saudação especial… e não te esqueças de lhe dar a conhecer.

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1 comentário

  1. Gostei bastante de ler a história dessas mulheres que de certa formam inspiram outras. Reconheço também que tem muita coisa que nem sequer sabia nem de longe ou de perto mas agora sei, e pretendo por mim mesma aprender um pouco mais,não apenas sobre cada uma dessas heroínas mas de mais pessoas,etc.

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